BÂTARD SAUVAGE
BÂTARD SAUVAGE
peça coreográfica solo
2021
[PROJETO OUTRO(S)]
Q U E C A C H O R R O Q U E N T E !
F E R I D A C O L O N I A L
B O M S E L V A G E M
H O R I Z O N T E S D E H U M I L H A Ç Ã O
NAUFRAGAR
C U D O M U N D O
MUNDO INVERTIDO
ANTICORPO DANÇANTE
DANÇANDO LAMBADA
v i r a - l a t a
A U - A U A U
O U T R O
j a m a i s c o n f i e n o s t r u q u e s d e u m c ã o v i r a - l a t a
© Alípio Padilha
Bâtard sauvage investiga o corpo brasileiro e latino-americano a partir da noção do “Complexo de vira-lata”, expressão cunhada por Nelson Rodrigues nos anos 1950 para nomear um sentimento crônico de inferioridade diante da Europa e dos Estados Unidos. Pela figura do cão vira-lata — bastardo, mestiço, impuro — o trabalho mergulha em feridas abertas pelos processos coloniais, onde a invenção do “Outro” selvagem e subdesenvolvido funda hierarquias que ainda atravessam os corpos.
Partindo da premissa de que uma das estratégias coloniais mais eficazes é naturalizar a violência e a humilhação e desempoderar os corpos tornando-os inconscientes do próprio drama, a obra propõe um gesto simples: cutucar a própria ferida para descobrir a fonte da dor. Não há como tratar uma ferida que não se encontra. O corpo é abordado como território geopolítico, lugar onde fronteira e interioridade se confundem. Tatear esse corpo-cão é reconhecer as marcas da humilhação, da precariedade e da submissão — mas também as forças de adaptação, astúcia e sobrevivência que nele persistem.
Em um redemoinho de imagens, gestos e objetos — um barril, sacos plásticos, um galho de árvore, ketchup e hot-dog, uma lanterna de vigilância — o solo constrói uma constelação irônica e poética de signos latino-americanos. Entre mimese, autoironia e reinvenção, o corpo oscila entre vergonha e desafio, docilidade e selvageria. Ao reivindicar sua condição bastarda como potência, BÂTARD SAUVAGE transforma o estigma em motor coreográfico e afirma identidades híbridas que sobrevivem contaminando, dobrando e reimaginando as normas que tentam domesticá-las.
*
M A U S E L V A G E M
A U A U
A U A U
A U A U
A U
A U A U
PLÁSTICO
WHO'S THE GOOD BOY?
KETCHUP
CRÉDITOS ARTÍSTICOS
CONCEPÇÃO, COREOGRAFIA E PERFORMANCE DAGÔ R.
ACOMPANHAMENTO ARTÍSTICO E DE PESQUISA GRETCHEN SCHILLER E RAMON LIMA
CRÉDITOS TÉCNICOS
ACOMPANHAMENTO TÉCNICO MICHEL MORIN
MÚSICAS “SAROTTI” (1993) – SUN ELECTRIC E "LAMBADA" (1989) – KAOMA
INFORMAÇÕES GERAIS
DURAÇÃO 55 MIN
IDIOMAS (CONFORME O CONTEXTO) PORTUGUÊS · INGLÊS · FRANCÊS
PERÍODO DE CRIAÇÃO 2019–2021
PRODUÇÃO & APOIOS
PRODUÇÃO BRUTA CORP.
COM APOIO DE IDEX - INITIATIVES D'EXCELLENCE, MACI - MAISON DE LA C´REATION ET DE L'INNOVATION-FR, FÓRUM DANÇA-PT, CENTRO DE DANÇA DO DISTRITO FEDERAL-BR E FESTIVAL CUMPLICIDADES-PT
DOCUMENTAÇÃO | FOTOS & VÍDEOS
FOTOS ALÍPIO PADILHA
CAPTAÇÃO DE VÍDEO THIAGO BARRETO
EDIÇÃO DE VÍDEO THIAGO BARRETO
BÂTARD SAUVAGE - Vídeos by Thiago Barreto
Bâtard sauvage - short teaser (1min)


Bâtard sauvage - short teaser (1min)

BÂTARD SAUVAGE - clip (5 min)

Wild mutt 2021 teaser
















