COLABORAÇÕES
BARRICADA (2022), de Marcelo Evelin
O QUE FAZER DAQUI PARA TRÁS (2021), de João Fiadeiro
R|EXISTÊNCIA (2021), de João Fiadeiro
LA FACULTAD (2021), de Myriam Lefkowitz e Catalina Insignares
ÉCOLE DU RISQUE (2020), do grupo N+1
BAOBÃO (2020); de Yves Riazanoff
NECROPOLIS (2020), de Arkadi Zaides
MICROUTOPIAS COTIDIANAS AGLUTINANTES DO LUGAR (2019), de Luciana Lara (A.S.Q.)
DE VER CIDADE (2019), do Coletivo Entrevazios
DE CARNE E CONCRETO (2016), de Luciana Lara (A.S.Q.)
CAMALEÕES (2016), de Luciana Lara (A.S.Q)
SACOLAS NA CABEÇA (2016), de Luciana Lara (A.S.Q.)
ENTREVAZIOS (2015), do Coletivo Entrevazios
ESTRANGEIRO (2015), do Coletivo Entrevazios
FRANGX FRITX (2014), da companhia Cia. Ví(Ç)eras
ONDE NASCE UM CURSO D'ÁGUA (2013), de Vancllea Porath
...entre outras
COLABORAÇÕES
BARRICADA
2022
O projeto Barricada vem sendo desenvolvido pelo coreógrafo Marcelo Evelin e a Plataforma Demolition Incorporada, desde Janeiro de 2019. É uma prática coletiva que propõe pensar proximidade como forma de resistência e o estar juntos como posição política. Uma figura coreográfica na qual um conjunto de corpos encadeados se articula e desarticula para marcar um momento no tempo e no espaço. O nome barricada refere-se às táticas populares de insurreição que surgiram no século XVI. As barricadas são estruturas porosas, essencialmente coletivas, feitas de aglomeração improvisada de qualquer material, que deixam suas funcionalidades para formar um organismo único e plural.
Concepção e direção Marcelo Evelin Performance Admila Cardoso, Andrei Bessa Siqueira Campos, Andreia Horta, Arantxa Ciafrino, Connor Scott, Dai, Daniel Pizamiglio, Fátima Almeida Lopes, Gonçalo Pires, Igor Almeida, Izabel Nejur, Jean-loup Gayard, João dos Santos Martins, Julian Sanchez, Laura Beaujour, Leonor Mendes, Lucas Damiani, Maja Kubalanca, Marta Fandiño, Naír Castanha Noronha, Nicole Gomes, Nicolle Carvalho Pinto Vieira, Noah Rees, Roberto Dagô e Tiago Amate.


O QUE FAZER DAQUI PARA TRÁS
_versão expandida
2021
Variação do trabalho O que fazer daqui para trás (Colectivo REAL, 2015), no qual es performers correm à volta de um teatro até o esgotamento e, exauridos, voltam a um palco vazio para partilhar com o público uma experiência singular que tenham tido na rua. Nesta versão, a partilha é feita através de “haikus performáticos”, onde es performers são convidades a usar o corpo todo, o corpo-coisa, o corpo expandido.
Concepção e direção João Fiadeiro Colaboração Marcia Lança e Daniel Pizamiglio Performance Roberto Dagô, Andrei Bessa, Aline Belfort, Bárbara Cordeiro, Bartosz Ostrowski, Bruno Levorin, Carolina Canteli, Chloé Saffores, Francisco Thiago, Giovanna Monteiro, Herlandson Duarte, Jean Lesca, Katarina Lanier, Katinka Wissing, Leonardo Shamah, Leonor Lopes, Leonor Mendes, Lucas Damiani, Nazario Díaz, Nicole Gomes, Nirvan Navrin, Piero Ramella, Rosa Sijben, Ves Liberta, Vicente Antunes Ramos Produção Fórum Dança


R|EXISTÊNCIA
_dispositivo A
2021
R|EXISTÊNCIA retoma a experiência de Existência, que João Fiadeiro estreou em 2002 no Centro Georges Pompidou. Colocando es performers diante de um público sem qualquer tipo de partitura, em uma Composição em Tempo Real, ferramenta desenvolvida por Fiadeiro até hoje. Existência movia-se na fronteira entre processo e produto, obra e ensaio, ação e pensamento. É essa hibridez que se convoca com esta reprise, não para repetir, mas para voltar à sua dimensão irredutível: a experiência do desconhecido, do inacabado, do inesperado. A experiência da existência.
Concepção e direção João Fiadeiro. Orientação_dispositivo A Marcia Lança Performance e cocriação Roberto Dagô, Andrei Bessa, Aline Belfort, Bárbara Cordeiro, Bruno Levorin, Giovanna Monteiro, Katinka Wissing, Leonor Lopes, Rosa Sijben, Vicente Antunes Ramos


LA FACULTAD
2021
La Facultad é um trabalho onde faculdades sensoriais adormecidas, que queremos ser capazes de ouvir, estudar e amplificar em situações colaborativas, podem ser exercidas. O trabalho mistura práticas somático-coreográficas e tem como alvo as pessoas exiladas e aqueles que as assistem, inventando meios de comunicação que utilizam o corpo, a imaginação e a memória, meios que não dependem da linguagem, e que podem ser inventados trabalhando com as diferenças e não contra elas. Um passeio na cidade em dupla, onde um dos caminhantes tem os olhos fechados, um coro que dá voz ao som de alguém, uma dança com as mãos enviada a alguém que está ausente, uma paisagem de objetos e materiais, a leitura de um texto acompanhado pelo tato, uma prática que focaliza o coração como principal vetor de conexão. Dagô foi colaborador do projeto durante as apresentações feitas no CDCN - Le Pacifique, em Grenoble, França.
Concepção e coreografia Myriam Lefkowitz e Catalina Insignares. Ativação de práticas Myriam Lefkowitz, Catalina Insignares e Roberto Dagô


ÉCOLE DU RISQUE
2020
É um espetáculo participativo, baseado na idéia de que seria possível aprender a assumir riscos. A proposta é concebida pelos artistas Mickaël Chouquet, Balthazar Daninos, do grupo N+1 (FR), e pretende que cada performer explore a própria relação com o risco gerando uma expressão cênica individual, mas conectada coletivamente. Foi apresentado no CNDC – Centro Nacional de Desenvolvimento Coreográfico L’Hexagone.
Concepção e acompanhamento Mickaël Chouquet, Balthazar Daninos; Performance Roberto Dagô, Danae Papadopoulos, Zoe Lacornerie, Olivier Spony, Lea Chamonal.


BAOBÃO
2020
A performance apresentada no Centro Cultural Le Triangle, em Rennes (FR) é um desdobramento do Projeto Baobão, criado em colaboração com o coreógrafo e professor de dança Yves Riazanoff. O objetivo é criar em 30 minutos uma coreografia com a ajuda de uma série de dispositivos de improvisação e composição e outros elementos inesperados, todos criados pelo grupo.
Concepção Yves Riazanoff ; Criação e performance Roberto Dagô, Leonardo Vesga, Bruno Poyard, Yves Riazanoff e Tonin Galifet.


NECROPOLIS
2020
NECROPOLIS levanta questões éticas em relação às trágicas mortes de refugiados e migrantes que perderam suas vidas em uma tentativa de chegar à Europa. O projeto se aprofunda na prática da medicina legal para conceber um novo banco de dados virtual documentando os restos mortais daqueles cuja morte, até hoje, é em sua maioria desconhecida. Ao combinar processamento de dados e ferramentas coreográficas, Zaides e sua equipe expõem a tragédia contemporânea de uma catástrofe humana ocorrendo dentro da Europa e em suas fronteiras e nos convidam a questionar nossa responsabilidade ética. Dagô foi colaborador do processo criativo durante a residência artística no Centre Chorégraphique National de Grenoble - CCN2 (França), como assistente de coreografia para ensaio, criação e técnica.
Concepção e coreografia Arkadi Zaides; Dramaturgia, texto e voz Igor Dobricic; Performance Arkadi Zaides, Emma Gioia Assistência de coreografia Roberto Dagô


MICROUTOPIAS COTIDIANAS AGLUTINANTES DO LUGAR
2019
O trabalho é fruto de três anos de pesquisa, com experiências no espaço urbano e migrações gestuais do espaço para o corpo. Durante a obra, um grupo de espectadores é conduzido por um percurso na cidade. Enquanto caminham, o espetáculo surge discretamente em cada canto, ponte, rua, jardim, escadaria e calçada. A mistura de realidade e ficção não permite diferenciar os transeuntes dos intérpretes e faz com que o público veja performance mesmo onde não há nada além do cotidiano. A obra foi contemplada com a subvenção do Governo do Distrito Federal (FAC-DF), para sua criação e turnê, e com o prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna (Min. da Cultura-BR).
Concepção e coreografia Luciana Lara; Criação O grupo [A.S.Q.]; Performance Camilla Nyarady, Déborah Alessandra, João Gabriel, Luciana Matias, Marcia Regina, Raoni Carricondo e Roberto Dagô; Artistas colaboradores Gustavo Ciríaco, Denise Stutz e Michele Moura.


DE VER CIDADE
2019
Instalação interativa, concebida a partir do plano urbanístico de Brasília e materializada como uma espécie de topografia sensível. A inquietação inicial que moveu a investigação lidava com as problemáticas de habitar uma cidade tombada, patrimônio cultural da humanidade. Como reinventar o presente em uma cidade-patrimônio? A instalação constitui uma espécie de maquete gigante com 20 blocos/caixas interativas de concreto, que simulam uma Brasília imaginária. Cada um destes blocos propõe uma experiência diferenciada que estimula a contemplação e a brincadeira a partir de quatro aspectos do projeto urbanístico de Brasilia: escalas gregária, bucólica, monumental e residencial.
Concepção e realização Luênia Guedes, Maysa Carvalho e Roberto Dagô; Criação O grupo [Coletivo ENTREVAZIOS] Engenharia artística Gabriel Tomé Assistência de cenografia Ramon Lima, Aila Beatriz, Déborah Alessandra, Marcia Regina Programa educativo Mediato (Arlene Von Sohsten) Produção Thay Limeira Residência artística Espaço Cultural 508 Sul Apoio FAC - Fundo de apoio à cultura - DF




DE CARNE E CONCRETO
uma instalação coreográfica
2016
De Carne e Concreto é um convite para entrar na reflexão sobre a condição urbana humana atual sob a perspectiva do corpo. Na fronteira entre a performance art, a intervenção urbana, as artes visuais, a dança contemporânea e experimentos sociais, o trabalho coloca o público diante de questões sobre viver em sociedade em grande centros urbanos e sobre a lógica do sistema econômico atual. O formato de Instalação permite uma aproximação com a ideia de arte como experiência e coloca o corpo e o comportamento humano no centro das questões dramatúrgicas. A simplicidade e a precariedade são alternativas para escapar da espetacularização da arte e da vida e revelar as essências. O trabalho teve estreia em 2014 e Dagô integrou o elenco permanente entre 2016 e 2019, apresentando o trabalho em diversos festivais pelo mundo e contribuindo com a contínua criação da obra.
Concepção e coreografia Luciana Lara; Criação O grupo [A.S.Q.]; Performance Camilla Nyarady, Déborah Alessandra, João Gabriel, Luciana Matias, Marcia Regina, Raoni Carricondo e Roberto Dagô; Artistas colaboradores Gustavo Ciríaco, Denise Stutz e Marcelo Evelin.


CAMALEÕES
2016
Camaleões é uma intervenção urbana feita de desaparecimentos. Corpos totalmente cobertos por recortes de revistas e material de publicidade perdem seus contornos e se fundem a vitrines, entradas de lojas, paredes, muros, outdoors e outros ambientes de grandes centros comerciais. Imagens e palavras, tiradas de anúncios e propagandas de todos os tipos de produtos, são coladas estrategicamente em diferentes partes dos corpos dos dançarinos, formando uma segunda pele. Os desaparecimentos ressignificam a poluição visual do ambiente urbano, levantando questões sobre o bombardeamento e superexposição à uma enorme quantidade de informações, a hipersexualização do corpo como recurso publicitário, o consumo exacerbado e a crescente mercantilização da vida moderna. Dagô integrou o elenco permanente entre 2016 e 2019.
Concepção e coreografia Luciana Lara; Criação O grupo [A.S.Q.]; Performance Camilla Nyarady, Déborah Alessandra, João Gabriel, Luciana Matias, Marcia Regina, Raoni Carricondo e Roberto Dagô


SACOLAS NA CABEÇA
2016
Sacolas na cabeça é uma intervenção urbana onde pessoas andam pela cidade, vestidas com sacolas de compras na cabeça. O ambiente das ruas é modificado com a invasão e a presença de uma espécie de seres que desafiam a lógica e instigam a realidade, criando um mundo paralelo. A partir de uma reflexão crítica, a sacola de compras é um objeto cotidiano que pode sintetizar a realidade mercantilista em que vivemos, um ícone da sociedade do consumo e do sistema capitalista que visa o lucro. As sacolas funcionam como objetos relacionais, que revelam o que está invisível, porém latente no contexto sócio político cultural de um dado momento. São também pontos focais que direcionam o olhar do transeunte para composições espaciais na paisagem urbana tornando visível detalhes da arquitetura e do urbanismo que passam despercebidos. Dagô integrou o elenco permanente entre 2016 e 2019.
Concepção e coreografia Luciana Lara; Criação O grupo [A.S.Q.]; Performance Camilla Nyarady, Déborah Alessandra, João Gabriel, Luciana Matias, Marcia Regina, Raoni Carricondo e Roberto Dagô


ENTREVAZIOS
2015
ENTREVAZIOS é um projeto que culmina em um caderno d'artista, selecionado e exposto na Quadrienal de Praga 2015, na República Tcheca. A investigação se deu em torno do projeto urbanístico de Brasília, originando quatro abordagens: arquitetônica, bucólica, gregária e residencial. O estudo destes quatro eixos foram atravessados pela perspectiva e escala do corpo, materializando-se por meio de pinturas corporais, intervenções urbanas e foto-performances. A última etapa do trabalho inclinou-se sobre a concepção e confecção de um livro-objeto, com o intuito de gerar uma experiência estética e poética ao fruidor.
Concepção e realização Luênia Guedes, Maysa Carvalho e Roberto Dagô; Criação O grupo [Coletivo ENTREVAZIOS]; Performance Jessica Cardoso, Natasha Padilha, Mike Brito e Solange Clerot; Colaboração artística Cíntia Karla




ESTRANGEIRO
2015
Série de intervenções urbanas cuja investigação reside na transformação da experiência de ser/estar estrangeiro em um gesto artístico. Este gesto é a síntese de relações e afetos vivenciados peles artistas em determinado lugar após certo período de tempo. O trabalho pretende acionar nes performers uma contemplação ativa sobre o espaço urbano para revelar camadas poéticas e políticas desta relação de não-pertencimento do estrangeiro. Estes gestos tocam em questões ligadas ao turismo e ao consumo, mas também em aspectos relacionados à memória e à vida comunitária. As intervenções foram realizadas em Zagreb e Dubrovnik, na Croácia, em Budapeste, na Hungria, e em Barcelona, na Espanha.
Concepção e realização Luênia Guedes, Maysa Carvalho e Roberto Dagô; Criação O grupo [Coletivo ENTREVAZIOS]




FRANGX FRITX
2014 e 2016
Com uma dinâmica irônica e imprevisível, a Cia. Ví(Ç)eras mistura teatro, vídeo, música e dança. O trabalho reivindica a viabilidade da diferença num mundo marcado pela homogenização dos corpos e modos de vida. A investigação parte de uma perspectiva queer para flexibilizar a noção de identidade a partir da ideia de trânsito. Personagens desviantes pintam suas garras, penteiam seus pelos e lustram seus chifres, performando o direito de ser monstro.
Realização Cia. ví(Ç)eras; Idealização Jéssica Cardoso Criação O grupo [Cia. ví(Ç)eras] Direção Pedro Mesquita (2014) e Tati Bittar (2016) Performance Dani Diniz, Elisa Carneiro, Marcia Regina, Ramon Lima e Roberto Dagô Direção de arte Amanda Cintra e Maíra Figueiredo Iluminação Ana Quintas


ONDE NASCE UM CURSO D’ÁGUA
2013
O trabalho trafega entre a dança e o teatro, o ritual e o cênico para tratar de questões como o nascer e o seguir, utilizando principalmente procedimentos de improvisação como Scores. Quais memórias temos sobre o nosso nascimento? Quem nos ensinou a andar? E de bicicleta? O que nos aproxima do outro, inclusive do público, como se dá o primeiro contato? Quais os limites entre dar a mão para irmos juntos ou dominar e comandar o movimento do outro? Quantos cursos, caminhos, podem nascer a partir do primeiro contato com diferentes pessoas, distintas histórias, memórias, vestígios? O espetáculo traz a cena coreografias que vinculam tempo e memória, numa eterna tentativa de recordar quem somos e o que ansiamos. A obra foi contemplada com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2012 e apresentou-se em festivais como MID – Movimento Internacional de Dança 2014 (BR).
Concepção e coreografia Vancllea Porath; Criação e performance Roberto Dagô, Marcia Regina, Iago Gabriel, Rachel Bertazzi, Camila Oliveira e Elisa Carneiro; Trilha sonora Ezequiel Menalled Iluminação Calu Zabel

